O(N)FICINAS DO BRINCAR

REINVENTANDO UM DISPOSITIVO

  • Camila Maggi Rech Noguez Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Gianluca Augusto de Oliveira Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Henriqueta Cristina Althaus Moutinho Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Lívia Anicet Zanini Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Marcia Pedruzzi Reis Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Paloma Bampi Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Tatiane Lindemann Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Infância, Brincar Terapêutico, Grupo, Online, Pandemia

Resumo

Com a chegada da pandemia viral da Covid-19, suspenderam-se as atividades presenciais de um serviço-escola do Sul do Brasil. Isso impossibilitou a realização das Oficinas do Brincar, dispositivo de acolhimento de crianças e suas cuidadoras em grupo. Devido à falta de perspectivas quanto ao retorno das atividades presenciais coletivas, sentimo-nos convocadas a reinventar uma forma de estarmos juntos — através do meio online. Teríamos condições e recursos para acolher o grupo dos participantes nesta modalidade? Como transpor para o ambiente online as características que prezávamos tanto no trabalho presencial? Conseguiríamos manejar o dispositivo, neste novo formato, de maneira a manter seus efeitos terapêuticos? Neste trabalho, abordaremos a experiência das oficineiras diante do desafio de transposição e transformação das Oficinas do Brincar para o contexto online. Percebemos a necessidade de pensar a constituição do enquadre, as maneiras de se fazer presente à distância, as possibilidades das crianças de exercerem uma função de semelhante umas para as outras, entre outros pensamentos que continuam sendo produzidos. A reinvenção desse dispositivo foi realizada a cada encontro, o que possibilitou novos territórios de escuta da infância nesse contexto de pandemia, potencializando as trocas entre e com as crianças. Com as câmeras e microfones ligados, tentamos construir consistência e manter o potencial do virtual, que sempre esteve presente no brincar das Oficinas.  

Publicado
02-09-2020
Seção
Fronteiras da Pandemia